No dia 07 de maio, ontem, o PT realizou uma importante reunião. Nesta foram discutidos vários assuntos, dentre eles destaco a análise política municipal e Estadual (do meu ponto de vista político e cultural) e as ações visando conscientizar os munícipes para um Município melhor para todos nós.
Com relação ao assunto mais debatido atualmente que é a divisão de nosso Estado (Pará), é interessante perceber como a grande extensão territorial do Pará tem sido um dos argumentos utilizados para uma possível divisão desse território e a consequente formação de dois novos estados, além do atual Pará outros dois os Estados do Tapajós e Carajás.
Neste sentido, alguns defensores desse projeto entendem que em razão da extensão Paraense (1.247.950,003 quilômetros quadrados) as políticas públicas não são realizadas com eficácia, e a redução dessa área poderia proporcionar uma administração mais eficiente. A este fator acrescento a multiplicidade cultural de nosso Estado, ou seja, no Pará existem pessoas de outros Estados do País, a minha família materna e paterna são de origem Cearense e moramos no nordeste Paraense; no sul do Pará há várias outras famílias que vieram do sul do país (principalmente na segunda metade do século XX). Logo pensamentos diferentes.
Sendo breve, entendo que as divergências culturais existem, afinal moramos em um país de proporções continentais, e acho perfeitamente normal que pessoas (dessas algumas ocupam cargos políticos) pensem diferente. No entanto, devemos levar em consideração:
- Essas "forças" políticas que estão encabeçando esta possível divisão do Pará, estão pensando no coletivo ou somente nos cargos políticos que eles podem barganharem com a efetivação desse projeto?
Pois o que notamos é que muitos afirmam a extensão do Estado (Pará) resulta num empecilho para uma boa administração, no entanto se olharmos o mapa do Brasil, percebemos que existem Estados maiores em extensão territorial e relação a outros e isto não parece ser determinante para uma boa administração ou não. Vide o Estado de Sergipe, segundo essa premissa dos políticos que defendem a separação, seria para ser um dos mais desenvolvidos do país, mas não é o que vemos.
Assim entendo que as grande dimensões do Estado do Pará, seria um fator importante. Mas se o Estado não é bem administrado, os políticos de todas as regiões do Estado tem sua parcela de contribuição, por isso percebo que há muito de interesses políticos pessoais nesse projeto, por parte dos que defendem a divisão.
Quanto a análise do cenário político Municipal, o sr Sergio S. de Jesus Presidente do PT em Peixe-Boi (PA), comentou e eu concordo ser viável uma união entre as pessoas que queiram verdadeiramente mudar a realidade de nosso Município independentemente de opção partidária. Neste sentido, afim de buscar um eleitorado mais consciente e despido da falsa premissa do assistêncialismo (na época de campanhas políticas eleitorais), foi lançado, por mim, e bem aceito pelos que estavam no encontro o "projeto" PT JOVEM e PT MULHER.
Este que tem por motivação, através de consciêntização e formação política entre outras ações, agregar ao(s) partido(s) pessoas que acreditam que a administração pública precisa ser formada por pessoas honestas e capacitadas e que queiram colaborar com o coletivo. Assim através do "projeto" PT JOVEM e PT MULHER (uma idéia inovadora em Peixe-Boi), e com a colaboração de outras pessoas ligadas a outros partidos ou não, o que se espera é uma formação de eleitores que entendam a política como um meio para mudar a nossa realidade.
Limitado ao exposto, fiquem com meus protestos de estima e consideração.
bem, não sei se as idéias são puramente suas, porém são louváveis e factuais. Entretanto do ponto de vista da gestão territorial o Estado não perde nada, pois o que será separado já não está sob o controle dessa esfera há muito tempo. Já com relação ao ordenamento territorial e a exploração de recursos ficaremos quase a míngua!!!
ResponderExcluirBem, é só um ponto de vista. Possivelmente vou amadurecer mais a ideia, a partir de comentários dos amigos.
ResponderExcluirQuanto as idéias são são minhas sim (pois já ouvia falar nisso desde a época de cursinho; os dados da dimensão do território catei na internet e não citei a fonte por ser uma informação comum a todos), no entanto, não olhei pelo lado
geo-politico/econômico, justamente pelo fato de ser concluinte do curso de história pensei em algo mais elaborado, mas como se trata de algo pessoal eu achei que seria mais viável apenas expor meu ponto de vista a respeito deste tema.
olha!
obrigado pelo comentário...
vou ficar mais atento.
saudades velho...
um abraço minha jóia!
Fala mano!Bom te ver estimulando este tipo de debate, tanto na esfera local,como na estadual.
ResponderExcluirSugiro a todos que verefiquem quem são as "grandes lideranças" do separatismo do estado, e destes quais já exerceram algum cargo lesgilativo e ou executivo, e qual produção gerou a fim de melhorar a qua
lidade de vida de sua comunidade. Muitos deles são "velhas raposas" que sinseramente querem só consolidar e ampliar seu 'capital político" a fim de benefícios próprios. Por exemplo alguns já foram prefeitos de seus municipios . E aí???Só enrriquecimento pessoal e de uma pequena elite.
Quanto a idéia de estender o PT jovem E PT mulher até peixe-boi, acho um exercício político extremamente sadio e oportuno.
Desde já coloco-me a disposição para contribuir neste debate, tanto como militante, como ator cultuta (até porque a cultura é ferramenta fundamental neste processo) e professor.
Um grande abraço! E conte sempre comigo e com o mandato coletivo e popular do Deputado. Prof. Edilsom Moura-PT
Saudações Guevaristas
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ResponderExcluirCaro companheiro!
ResponderExcluirA provocação ao debate certamente é oportuno, entretanto, no momento prefiro ser cauteloso..., pois trata de uma proposta antiga e articulada por não paraenses. No momento, congratulo-me às comparações feitas pelo nosso amigo Tarcísio, no que se refere às administrações de Estados no que concerne às distribuições de riquezas e renda. Bem como devo concordar também com você quanto à extensão territorial, pois não pode ser justificada uma boa ou má administração pelo tamanho do Estado mais pela capacidade de quem administra. Também é pertinente a observação do Sr. Marco Ribeiro no que diz respeito os princípios politiqueiros por trás do assunto em questão. Por isso, ainda não posso avaliar de forma mais concisa o fato. Todavia, não sou uma pessoa conservadora e por isso acredito nas mudanças independentemente dos resultados, entretanto, devemos amadurecer o debate participando efetivamente da política, não apenas como observador, mas como autor de mudanças em beneficio de uma coletividade, de um bem comum.
Um forte abraço e que Deus te conduza no caminho da Justiça!